A Prefeitura de Goiânia inaugurou, no fim da manhã desta segunda-feira (13), o terceiro trecho da chamada metronização do BRT, entre os terminais Praça A e Praça da Bíblia, com promessa de viagens mais rápidas e menos paradas ao longo do trajeto.
Olho: Novo sistema usa inteligência artificial para “abrir caminho” aos ônibus e reduzir tempo de espera nos cruzamentos
A gestão do prefeito Sandro Mabel (UB) colocou em operação mais uma etapa do projeto que tenta dar cara de modernidade ao transporte coletivo da capital. A novidade é a chamada metronização — um sistema que faz os ônibus do BRT “conversarem” com os semáforos por meio de inteligência artificial.
Na prática, quando o coletivo se aproxima de um cruzamento, o sistema identifica a chegada do veículo e mantém o sinal verde aberto, evitando que o ônibus fique parado. A promessa é simples e direta: menos tempo no ponto e mais agilidade no trajeto.
Esse é o terceiro trecho implantado e liga o Terminal Praça A ao Terminal Praça da Bíblia. Segundo a prefeitura, a tecnologia já vinha sendo testada em outros dois percursos: do Terminal Novo Mundo até a Praça da Bíblia e do Terminal Isidória até a Praça Cívica.
De acordo com Mabel, os testes anteriores foram considerados um “sucesso total”, o que motivou a expansão. Ele afirma que, em um trajeto com cerca de 50 semáforos, os ônibus chegavam a parar pelo menos 16 vezes. Com o novo sistema, a previsão é que esse número caia para menos de quatro paradas.
O impacto, segundo o prefeito, deve ser sentido diretamente no bolso do tempo do passageiro: uma economia de até 9 minutos por viagem, o que representaria uma redução de cerca de 40% no tempo total do percurso.
Para colocar a novidade em funcionamento, foram investidos mais de R$ 3 milhões apenas nesse trecho recém-inaugurado. A aposta da prefeitura é ampliar o modelo para outras regiões da cidade e, assim, acelerar o deslocamento de milhares de usuários do transporte público.
Enquanto isso, na prática, o que se vê é uma tentativa de transformar semáforo em aliado — e não mais em vilão — de quem depende do ônibus todos os dias em Goiânia.