Secretária garante aulas durante greve e aponta obstáculo nas negociações com servidores
Gestora afirma que o principal entrave está na progressão da carreira e garante que a rede municipal seguirá funcionando com pelo menos 70% do efetivo em cada unidade.

A secretária municipal de Educação de Goiânia, Giselle Faria, afirmou nesta segunda-feira (17) que o principal impasse nas negociações com os servidores da educação está na estrutura do plano de carreira da categoria. Durante coletiva de imprensa, a gestora também garantiu que as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) continuarão funcionando, conforme determinação da Justiça, apesar da greve iniciada nesta segunda.
Ao comentar as tratativas com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Giselle explicou que a Prefeitura busca melhorar a remuneração dos profissionais que estão no início da carreira, mas enfrenta dificuldades devido ao impacto financeiro provocado pelos reajustes aplicados ao longo da progressão funcional.
"A ideia é melhorar para quem está começando a carreira, mas, para quem está terminando a carreira, negociar e segurar um pouco mais, porque esse salário muito alto de muitos servidores também pesa no orçamento da Prefeitura", afirmou.
Segundo a secretária, esse é o principal ponto de divergência entre a administração municipal e a categoria.
"O entrave maior é esse reajuste no decorrer da carreira. A vontade de resolver quem está começando agora, quem ganha um pouco mais de um salário mínimo, é muito grande. Mas você mexe aqui, você mexe nela todinha", explicou.
A greve dos servidores foi deflagrada após a categoria rejeitar a proposta da Prefeitura para recomposição da tabela salarial. Enquanto os trabalhadores defendem que a correção seja implementada ainda na atual gestão, o município propõe um parcelamento até 2030.
Atendimento nas unidades
Questionada sobre o funcionamento das escolas durante a paralisação, Giselle Faria reforçou que os pais podem levar os filhos às unidades da rede municipal e garantiu que a Prefeitura fará cumprir a decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que determinou a manutenção de pelo menos 70% dos servidores em atividade em cada unidade escolar.
"Diante da determinação judicial de 70% funcionando, nós vamos fazer valer essa determinação. Inclusive, as unidades educacionais que não tiveram atendimento hoje nós já estamos informando para o Tribunal de Justiça. Vai funcionar, sim", declarou.
De acordo com ela, cerca de 9% das unidades tiveram dificuldades para manter o funcionamento com pelo menos 70% dos servidores administrativos, percentual determinado pela Justiça durante a greve da categoria.
A decisão judicial prevê multa diária de R$ 5 mil ao sindicato em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 100 mil. Também foi determinada a apresentação, em até cinco dias, da documentação da assembleia que aprovou a greve e de um plano de contingência para cada unidade escolar.
Uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Goiânia e o Sintego está marcada para quarta-feira (19), às 10h30, no Tribunal de Justiça de Goiás, na tentativa de chegar a um acordo e encerrar a paralisação.

Caiado troca de marqueteiro e escala ex-estrategista de Bolsonaro e Lula
A campanha do candidato informou que o desligamento de Paulo Vasconcelos e que Marcos Carvalho assume, a partir de agora, o comando de toda a linha de comunicação.

Delegado Waldir usa colete à prova de balas e diz ter sofrido ameaça de morte
O candidato disse que registrou Boletim de Ocorrência e afirmou que formalizará a denúncia junto à Justiça Eleitoral e ao MP














