Vereador acusado de agressão e estupro vira réu e tem julgamento marcado; veja
Em 2021, Luzimar Silva, do PP em Anápolis, foi alvo de mandado de busca e apreensão em uma investigação sobre rachadinha. À época, o parlamentar classificou a operação como fruto de “denúncias caluniosas”

O vereador reeleito Luzimar Silva, do Partido Progressistas (PP), tornou-se réu pelos crimes de lesão corporal e estupro, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) e aceita pelo Poder Judiciário no início deste ano.
Os supostos crimes ocorridos em dezembro de 2019, e o caso tramita sob segredo de Justiça no Juizado de Violência Doméstica de Anápolis.
A audiência de instrução e julgamento está marcada para dia 27 de fevereiro de 2025. Em resposta à reportagem, a Câmara Municipal de Anápolis declarou, em nota oficial, que ainda não foi comunicado formalmente sobre o caso.
“A Câmara Municipal de Anápolis informa que, até o presente momento, não recebeu qualquer comunicação oficial das autoridades competentes sobre o caso envolvendo o vereador Luzimar Silva (PP). Reitera que, caso seja formalizada a comunicação, tomará as medidas pertinentes.”
A defesa do vereador afirmou que só se manifestará nos autos do processo. Procurado pela reportagem, Luzimar Silva não atendeu às ligações e não respondeu às mensagens.
Histórico do vereador
Não é a primeira vez que Luzimar enfrenta problemas com a Justiça. Em 2021, ele foi alvo de mandado de busca e apreensão em uma investigação sobre rachadinha. À época, o parlamentar classificou a operação como fruto de “denúncias caluniosas”.
Enquanto isso, a Câmara Municipal de Anápolis, presidida pela vereadora Andreia Rezende (Avante), reforçou seu compromisso com políticas públicas externas à proteção das mulheres.
Entre as iniciativas destacadas estão a ampliação das atividades da Procuradoria da Mulher, agora voltadas também à infância, juventude e pessoas com deficiência, e a parceria com redes de apoio como a Patrulha Maria da Penha e a Delegacia da Mulher.
A Câmara também instituiu, por meio de lei de autoria do presidente, o Programa de Cooperação e Código Sinal Vermelho.
A ação oferece uma forma discreta de pedido de socorro em bares, restaurantes e casas noturnas, fortalecendo o enfrentamento à violência contra a mulher. Em nota, a Câmara ressaltou: “A Câmara, que é uma mulher como presidente, repudia qualquer tipo de violência contra a mulher e reforça seu compromisso com a promoção de políticas públicas externas para a proteção das mulheres.”
As investigações em andamento o vereador seguem em sigilo judicial, enquanto a Câmara aguarda uma possível comunicação formal sobre o caso para tomar as medidas cabíveis.

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