Vereador e mais 5 são indiciados por espionar colegas em Pires do Rio
A investigação apontou que os equipamentos foram instalados em novembro de 2021 para flagrar conversas entre servidores e uma vereadora da oposição.

O ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Denilson de Castro, que usou dinheiro público para instalar câmeras escondidas para espionar colegas há cerca de dois anos, e outras cinco pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil (PC), na última terça-feira (23), por envolvimento no caso.
As câmeras foram encontradas em março de 2022, durante a manutenção de uma luminária na sala de uma servidora. Na ocasião, um funcionário percebeu a existência de uma microcâmera com captação de áudio e acionou a polícia. Nas buscas nas dependências da Casa Legislativa, os policiais localizaram o aparelho ADV conectado à câmera e descobriram que uma segunda microcâmera havia sido instalada na sala de uma vereadora, mas já havia sido retirada.
A investigação da PC apontou que as câmeras foram instaladas em novembro de 2021, a mando do dono da empresa que forneceu os equipamentos, Fagner Mendes, e com o apoio do funcionário da Câmara, João Guilherme Nunes, e do técnico em segurança, Flávio Willian de Jesus. O objetivo era acompanhar as movimentações políticas entre a servidora e a vereadora, que eram adversárias de Denilson.
A polícia também constatou que o ex-presidente, a esposa dele, Fátima Meneses, e a ex-diretora da Câmara, Glaucia Nunes, sabiam das câmeras e participaram do esquema. Todos eles usaram dinheiro público para pagar pelos equipamentos e pela instalação.
A quebra do sigilo dos celulares dos investigados revelou conversas e ligações que comprovam o envolvimento de cada um no caso.
Com isso, a polícia indiciou os seis investigados por falsidade ideológica e peculato, que é o uso de dinheiro público para benefício próprio.
As defesas dos indiciados negam as acusações ou não se manifestaram sobre o caso. A
Câmara Municipal de Pires do Rio informou que não tomou conhecimento formal sobre o ocorrido e que colaborou com as investigações.
O Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que o processo está sendo analisado pela 1ª Promotoria de Justiça de Pires do Rio.
Veja o que dizem os investigados por meio de nota
Nota Denilson
O vereador Denilson Neymar de Castro vem perante esta nota de esclarecimento declara publicamente que não compactua com qualquer conduta ilegal primordialmente ao fetídico evento ocorrido na Casa Legislativa.
Este que fora nascido e criado em Pires do Rio, ao longo de seus quase 8 anos enquanto vereador, conhecido por sempre prezar pela ética e transparência acerca de seu trabalho prestado perante a sociedade Peresina.
Ciente da sua responsabilidade, no sentido de agir de forma honesta e proba reforça que vem colaborando com as investigações desde o início, de forma que haja elucidação o mais breve possível dos fatos.
Ademais, reforça que o teor da investigação se trata de fase investigativa, vem como reitera não apoiar qualquer conduto improba e ilegal.
Outrossim, estará a dispor de qualquer esclarecimento de todos os fatos que estão sendo divulgados publicamente a fim de agir com firmeza e sobriedade para que a verdade e justiça prevaleçam.
Nota Glaucia
A defesa da Sra. Glaucia Nunes de Souza que teve seu nome vinculado a investigação realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Pires do Rio GO, vem a público esclarecer que a referida parte é servidora pública, tendo 37 (trinta e sete) anos nesta função, sempre trabalhando com ética e responsabilidade.
Com relação aos atos a ela imputados, deixa claro que não praticou nenhuma conduta ilícita, afirmando sua absoluta inocência.
Esclarecemos que a referida parte não realizou nenhum pedido de instalação de câmera espiã, tampouco assinou documento contendo pedido ou ordem de serviço para instalação do referido equipamento.
Com relação ao inquérito policial, necessário mencionar que os outro investigados prestaram cerca de 04 (quatro) depoimentos, sendo em todos houve mudança em suas narrativas, assim, deixando claro que buscam imputar a responsabilidade a terceiros.
Ademais, não há no inquérito policial nenhuma prova documental, conversa de WhatsApp, vídeo, gravação ou e-mail que demonstrem a participação Sra. Glaucia Nunes de Souza na compra e instalação da câmera espiã.
Por fim, registra-se haver plena convicção de que os fatos serão totalmente esclarecidos, bem como, a comprovação da inocência da Sra. Glaucia Nunes de Souza.
Nota João e Flávio
A defesa dos investigados João Guilherme dos Santos Dias de Oliveira e de Flávio William de Jesus, que tiveram seus nomes vinculados a investigação realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Pires do Rio GO, vem a público esclarecer que ambos não realizaram a instalação de nenhum equipamento no gabinete da vereadora, tampouco de outros servidores do Poder Legislativo Municipal.
Com relação ao inquérito policial, necessário mencionar que os outros investigados prestaram cerca de 04 (quatro) depoimentos, sendo em todos houve mudança em suas narrativas, assim, deixando claro que buscam imputar a responsabilidade a terceiros.
Ademais, não há no inquérito policial nenhuma prova documental, conversa de WhatsApp, vídeo, gravação ou e-mail que demonstrem a participação dos investigados na instalação da câmera espiã.
Por fim, registra-se haver plena convicção de que os fatos serão totalmente esclarecidos, bem como, a comprovação da inocência de ambos os investigados.
Nota da Câmara
A Câmara Municipal de Pires do Rio informa que, até o momento desta nota, não tomou conhecimento formal sobre o ocorrido e não tem acesso completo ao inquérito policial em questão.
O Poder Legislativo municipal esclarece ainda que agiu prontamente, tomando todas as medidas pertinentes até o momento, incluindo o envio de ofício ao Poder Judiciário, solicitando o acesso integral ao referido procedimento. Assim que a Câmara tiver o processo completo, encaminhará aos departamentos competentes para análise e emissão de posicionamento, bem como para a adoção das medidas necessárias em relação às pessoas indiciadas, incluindo possíveis punições nos casos que se comprovarem necessários.
É importante, ainda, dizer que o indiciamento não equivale a uma condenação e a Câmara Municipal de Pires do Rio reitera o princípio constitucional da presunção de inocência até a prolação da sentença final. Por fim, o Legislativo manifesta seu repúdio a qualquer conduta que viole os princípios orientadores da atuação legislativa e que não esteja alinhada aos valores preconizados pela comunidade piresina.

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.

Marconi fala em voltar ao passado e apresentador rebate: "Prefiro pensar no Goiás do futuro"
Debate ocorreu durante o Jornal da Terra, na manhã desta segunda-feira (18)











