Justiça pode cassar prefeito por distribuir óculos e baixar conta de água para ganhar eleição
O MP Eleitoral já pediu a cassação e inelegibilidade de Alisson José de Freitas (Podemos), e sua vice, Eliana (Podemos), eleitos em São Simão, por crimes eleitorais.

O prefeito de São Simão, Alisson José de Freitas (Podemos), e sua vice, Eliana (Podemos), podem ser cassados pela Justiça por cometerem supostos crimes eleitorais na eleição do ano passado.
Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), que pediu a cassação da chapa, prefeito e a vice praticaram pelo menos três irregularidades como, por exemplo, a redução temporária da tarifa de água, distribuição de óculos e medidores de glicose e uso da cor verde e slogan de campanha para vencer o pleito.
Conforme a denúncia, Alisson José de Freitas firmou acordo com a concessionária de saneamento para reduzir a tarifa de água para R$35, mas o benefício durou apenas o período eleitoral.
O MP diz ter provas, como testemunhas e documentos, que comprovam a manobra. O prefeito alega que a negociação começou em 2023 e que a empresa pediu um ano para estudar a possibilidade de baixar a tarifa.
Alisson José de Freitas alega que havia uma dívida de R$2 milhões com a empresa de saneamento é responsabilidade do candidato a vice-prefeito derrotado, Aílton Lopes, que teria contraído o débito enquanto prefeito interino.
A acusação aponta ainda a distribuição de óculos e medidores de glicose sem critérios claros e com a presença dos investigados, o que configuraria uso promocional da máquina pública.
O prefeito defende que a entrega dos óculos começou em 2023, após um levantamento dos exames pendentes no município.
A denúncia aponta ainda que houve uso da cor verde em eventos públicos e menção do slogan "deixa o homem trabalhar" durante um evento gastronômico. O prefeito argumenta que existe uma lei municipal que determina o uso das cores da bandeira em eventos e prédios públicos.
O MPE pediu a cassação do mandato do prefeito e da vice, além da realização de novas eleições em São Simão. A Justiça Eleitoral vai analisar as provas e os investigados podem ficar inelegíveis.
(Com informações da TV Anhanguera)














