“Não somos Malandrinhas, somos mães e guerreiras da 44”
Apelido que deu título à reportagem surgiu da própria narrativa construída por elas em manifestações públicas, onde afirmavam estar passando fome após a retirada de bancas ilegais da Região da 44, mesmo com salários da Câmara que somam R$ 10 mil mês

Mas os fatos seguem inalterados: líderes de protestos são servidoras da Câmara com salários públicos
As senhoras Ana Paula e Lidiane Leão enviaram ao G5 seu direito de resposta à reportagem “As Malandrinhas da 44”, publicada após investigação jornalística revelar que ambas, embora se apresentassem como camelôs em situação de penúria, são, na verdade, servidoras comissionadas da Câmara Municipal de Goiânia, com rendimentos que somam quase R$ 10 mil por mês.
O apelido que deu título à reportagem surgiu da própria narrativa construída por elas em vídeos e manifestações públicas, onde afirmavam estar passando fome após a retirada de bancas ilegais da Região da 44 — espaço afetado por recentes ações de ordenamento urbano.
O G5 reitera que a matéria anterior não tem caráter ofensivo, mas informativo, baseada em dados oficiais, incluindo contracheques públicos e declarações feitas em redes sociais e atos públicos. Ana Paula está lotada no gabinete do vereador Oséias Varão (PL) com salário de R$ 8,5 mil; Lidiane Leão recebe R$ 1,3 mil como assessora parlamentar. A atuação política de ambas, até então desconhecida, foi omitida em meio aos protestos, o que justificou o interesse público na apuração dos fatos.
Segue, na íntegra, o direito de resposta solicitado por Ana Paula e Lidiane:
“Não somos ‘Malandrinhas’, SOMOS MÃES e GUERREIRAS DA 44”
Em respeito à verdade dos fatos e ao direito fundamental à dignidade, vimos, por meio desta, exercer nosso direito de resposta diante das calúnias e difamações recentemente veiculadas, que atingiram injustamente nossa honra e reputação enquanto mulheres trabalhadoras.
É lamentável que, em pleno século XXI, ainda enfrentemos preconceitos e ataques motivados por desinformação e intolerância. Fomos acusadas de forma leviana e irresponsável pelo simples fato de conciliarmos duas atividades dignas: o trabalho como camelô, que garante o sustento de muitas famílias brasileiras, e o exercício de funções como servidoras públicas, desempenhadas com ética, dedicação e respeito à sociedade.
Ressaltamos que todo o nosso trabalho é pautado pela honestidade, transparência e pelo compromisso com o bem-estar coletivo. Não há qualquer ilegalidade ou irregularidade em exercer atividades lícitas para garantir melhores condições de vida para nós e nossas famílias. Repudiamos veementemente qualquer tentativa de desmerecer ou criminalizar a luta diária das mulheres, especialmente das que, como nós, enfrentam duplas jornadas para conquistar seus sonhos e contribuir com a sociedade.
Por fim, exigimos respeito e responsabilidade na divulgação de informações, lembrando que a honra e a dignidade são direitos invioláveis, protegidos pela Constituição Federal. Seguiremos firmes, trabalhando com integridade e orgulho, certos de que a verdade sempre prevalecerá.
Mães da 44, enquanto houver sol, haverá luta.
Nota da Redação:
O G5 reafirma seu compromisso com o jornalismo responsável, livre e baseado em fatos. O espaço para resposta foi concedido em respeito ao direito constitucional de manifestação. Ao leitor, cabe sempre o julgamento final, com base na transparência e no interesse público.












