Maconha liberada, "Copa da NBA" e restrições salariais: o que novo acordo coletivo pode mudar no basquete americano
Termos ainda serão debatidos por jogadores e donos de franquias

A Associação de Jogadores da NBA (NBPA) anunciou no último sábado que chegou a um denominador comum com a NBA para os termos de um novo acordo coletivo, documento importante que determina regras e mantém o funcionamento da liga. Embora o processo ainda não esteja finalizado — os jogadores e proprietários das franquias precisam votar —, alguns dos novos termos já têm sido divulgados na imprensa americana: segundo as informações, o acordo inclui a criação de um novo torneio dentro da temporada da liga e pode liberar o uso de maconha entre atletas, entre outras mudanças.
Mais NBA: Sacramento Kings encerra maior jejum da história da NBA e vai aos playoffs após 17 anos
TV: Bradley Beal é investigado por agredir torcedor após derrota do Wizards
O novo documento terá duração de sete anos, com a possibilidade de ser encerrado um ano antes por ambas as partes. Confira os principais destaques do que já foi divulgado até aqui:
Liberação da maconha
Segundo o site The Athletic, o acordo inclui a retirada da maconha como substância proibida no programa de testagem antidoping da liga. Jogadores não seriam mais punidos em caso de detecção da substância nem testados especificamente para ela. Há pelo menos quatro anos, a NBA vinha diminuindo a repressão à substância, apoiada por atletas com Kevin Durant, craque do Phoenix Suns, que faz uso. Agora, a liberação deve ser feita de forma ampla e direta.
"Copa" da NBA
O acordo deve tirar do papel um antigo sonho do comissário Adam Silver: um torneio eliminatório no meio da temporada da liga. O espaço no calendário para as partidas estaria garantido. A ideia inicial envolve ter oito participantes no formato de eliminação simples, com a cidade de Las Vegas cogitada como sede das fases decisivas. A premiação seria de 500 mil dólares (2,5 milhões de reais) para cada jogador.
Para viabilizar a ideia sem mexer nos 82 jogos por equipe na temporada, a ideia é que as franquias comecem com apenas 80 jogos definidos e as que disputassem o torneio reservassem os dois restantes a ele, com as vitórias contando na campanha para a classificação aos playoffs. Um 83º jogo seria disputado pelos finalistas, sem contar na campanha.
Jogos mínimos para ser MVP
Outro termo do acordo envolve o estabelecimento de uma quantidade mínima de jogos para que um jogador possa ser eleito MVP ou vença outro dos principais prêmios individuais da liga, como Calouro do Ano e Defensor do Ano: 65. Ou seja, pouco mais de 79% da temporada regular.
Aumento nos contratos two-way
A partir do novo acordo, franquias poderia celebrar três e não mais dois contratos two-way. Esses acordos permitem que um atleta atue na G-League (liga de desenvolvimento) e na própria NBA na mesma temporada.
Regras financeiras mais apertadas
A NBA pretende criar um segundo nível da luxury tax, a taxa que as franquias que ultrapassam o teto salarial pagam como uma espécie de multa à liga, caso do Golden State Warriors, atual campeão. Quem ultrapassar esse segundo teto, perderia o direito a algumas regalias, como exceções contratuais, além de poder ter as opções de troca no mercado de transferências limitadas.
Aumentos permitidos
Nas renovações de contratos de veteranos, a liga aumentará a taxa autorizada de aumento de 120% para 140%. Uma mudança que poderia ser aplicada também aos demais contratos da liga, especula a imprensa americana.
Com Agencia O Globo.
















