Prefeitura de Aparecida já havia publicado chamada para contratar nova gestão do HMAP
Hospital foi alvo de busca e a apreensão, na manhã desta quinta-feira, por suspeitas de irregularidades em contrato de laboratório

Há pouco mais de uma semana atrás, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia havia publicado uma chamada pública para da Organização Social (OS) que vai assumir o Hospital Municipal de Aparecida (HMAP).
O hospital foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (4), após a segunda fase da Operação Falso Positivo ser deflagrada pela Polícia Civil.
A OS que administra a unidade, o Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH), é investigada pela contratação de um laboratório, com suspeitas de superfaturamento e emissão de notas fiscais genéricas.
Em nota, a prefeitura informou que já abriu chamamento público para contratar nova gestão. A chamada foi publicada no dia 26 de outubro, mas só receberá propostas a partir do dia 29 de novembro.
Ainda segundo a prefeitura, o HMAP contratou uma "empresa específica para realizar auditoria em todo o contrato de gestão".
O processo aponta para o fim da gestão do IBGH, que estava à frente da unidade desde sua inauguração, em dezembro de 2018.
Entenda a operação
Documentos apreendidos pela Polícia Civil na primeira fase da operação, deflagrada no ano passado, levaram a suspeitas de irregularidades no contrato do IBGH com a Inac Medicina Laboratorial.
O delegado Alexandre Otaviano Nogueira, titular da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção, explicou que a empresa foi criada, primeiramente, tendo como uma das sócias a esposa do secretário da Fazenda, André Luiz da Rosa.
Um tempo depois, o laboratório foi baixado e uma nova empresa foi aberta com o mesmo nome, mudando apenas o CNPJ e o quadro de sócios. Na ocasião, a esposa do secretário não fazia mais parte da sociedade.
Os novos sócios, no entanto, eram amigos e colegas da ex-sócia. Segundo o delegado, a situação mostra que o laboratório foi baixado e criado com o mesmo para tentar tirar o nome da esposa do secretário e, assim, fazer contrato com a prefeitura.
A residência de André Luiz foi, inclusive, um dos alvos de mandados nesta quinta-feira. Além do local, policiais civis estiveram na sede da Secretaria Municipal de Saúde.
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