Sergio Cabral tem vitória no STF e deixará a prisão
Gilmar Mendes dá voto favorável pela soltura do ex-governador do Rio

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, nesta sexta-feira (16), o pedido de Habeas Corpus ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Com a decisão favorável do ministro Gilmar Mendes, que determinou um placar de 3 a 2, Cabral deixará a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, onde está preso desde 2016, acusado de um esquema de corrupção descoberto pela operação Lava Jato.
A defesa de Cabral protocolou dois Habeas Corpus (HC) no STF. De acordo com os advogados de defesa, a prisão preventiva do ex-governador foi ilegal, visto que o cliente está preso há mais de cinco anos sem uma decisão final sobre sua condenação. Segundo o pedido, Cabral não possui mais influência política e é o único acusado da Lava Jato que não teve a prisão preventiva abrandada ou substituída por medida cautelar.
Durante a votação, os ministros André Mendonça e Ricardo Lewandowski votaram a favor Habeas Corpus. Já o ministro Edson Fachin, relator do processo, votou contra. A votação para liberação de Cabral da cadeia estava 2 a 1 a seu favor até o voto de Nunes Marques, realizado na última terça-feira (13), que empatou a sessão. A decisão ficou a cargo do ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da suspensão da prisão.
Filho de Sérgio Cabral foi solto na quinta-feira
O filho do ex-governador Sérgio Cabral deixou a cadeia, nesta quinta-feira (15), após a Justiça Federal revogar o pedido de prisão preventiva de José Eduardo Neves Cabral. Ele estava preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, o mesmo local de seu pai, desde 24 de novembro, acusado de ser gerente de organização criminosa especializada na venda ilegal de cigarros. A decisão foi da juíza Rosália Monteiro, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio.
José era apontado como um dos principais alvos da operação Smoke Free, da Polícia Federal. Contra o filho do ex-governador, teve um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal, que foi cumprido em 23 de novembro, mas a polícia não o encontrou em casa e ele foi considerado foragido. Ele acabou se apresentando à superintendência da Polícia Federal no dia seguinte e foi preso. Outras 13 pessoas foram presas, entre elas sete PMs e um agente da própria PF, identificado como Alan Cardoso Inácio de Assis.

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