Assassino de Anápolis que não aceitava divisão de bens com a ex vai mofar na cadeia;
Edney Pereira foi sentenciado nesta quarta (25); juiz destacou crueldade de réu que atirou à queima-roupa

O Tribunal do Júri de Anápolis selou o destino de Edney Pereira dos Santos na noite desta quarta-feira (25). Após um dia intenso de oitivas e debates, o Conselho de Sentença condenou o réu a 31 anos e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da ex-mulher, Regiane Pires da Silva. O crime, ocorrido dentro da loja de autopeças do casal, foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento e da divisão de bens.
O magistrado Fernando Augusto Chacha de Rezende, ao proferir a sentença, enfatizou o "alto grau de reprovabilidade" da conduta de Edney. Segundo as investigações e depoimentos colhidos, o réu atirou à queima-roupa contra Regiane. Não satisfeito, ele chegou a retornar ao local minutos depois dos primeiros disparos para apontar a arma novamente contra a vítima, que já estava caída e sem chances de defesa.
A condenação não se limitou ao feminicídio. O júri reconheceu outros crimes associados:
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Feminicídio Qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa);
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Descumprimento de Medida Protetiva (Regiane já havia denunciado o ex anteriormente);
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Porte Ilegal de Arma de Fogo.
O Ministério Público reforçou que o relacionamento era marcado por ciúmes possessivos, ameaças e agressões recorrentes, traçando o perfil de um agressor que ignorou solenemente as ordens judiciais de afastamento para concretizar o crime.
Desfecho e Justiça
Regiane deixou um casal de filhos, que agora assistem ao desfecho jurídico da tragédia que destruiu a família. Edney, que já estava preso, sairá do tribunal direto para o presídio para dar início ao cumprimento da pena em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.

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