Esposa de Dannilo Proto deixa a prisão com "enfeite"' na canela
Karen Proto é investigada por desvios de R$ 2,2 milhões; desembargador substituiu prisão por oito medidas cautelares

A Justiça de Goiás determinou a soltura de Karen de Souza Santos Proto, esposa do delegado Dannilo Ribeiro Proto. Ela estava detida há um mês, sob a acusação de integrar um esquema criminoso suspeito de fraudar contratos educacionais e desviar mais de R$ 2,2 milhões de escolas estaduais em Rio Verde. A decisão, assinada pelo desembargador Oscar Sá Neto, foi publicada na noite desta sexta-feira (27).
Karen foi presa em 27 de janeiro, durante a terceira fase da Operação Regra Três, conduzida pelo Gaeco (MP-GO). As investigações apontam que ela utilizava sua posição estratégica na área da educação para manter contratos irregulares e servia como ponte entre o marido — que já estava preso — e o funcionamento do esquema externo.
As Condições da Liberdade
Ao conceder o habeas corpus, o magistrado entendeu que a prisão preventiva é uma medida excepcional e que o risco de interferência no processo pode ser controlado com restrições menos severas. Karen terá que cumprir oito medidas cautelares rigorosas para não voltar à cadeia:
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Tornozeleira eletrônica: Uso obrigatório por 120 dias;
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Afastamento do cargo: Suspensão imediata de suas funções na Secretaria de Educação de Goiás;
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Proibição de acesso: Não pode frequentar a Secretaria de Educação, a Câmara Municipal de Rio Verde ou órgãos ligados à investigação;
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Isolamento do marido: Proibição de visitar qualquer unidade prisional ou delegacia onde o delegado Dannilo Proto esteja custodiado;
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Sem contato: Proibição de falar com outros investigados, testemunhas ou vítimas do caso;
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Restrição de viagem: Não pode se ausentar da comarca por mais de 15 dias sem autorização;
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Compromisso judicial: Comparecimento obrigatório a todos os atos do processo;
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Endereço atualizado: Obrigação de manter a Justiça informada sobre seu paradeiro.
O Esquema "Regra Três"
De acordo com o Ministério Público, o grupo criminoso continuou operando fraudes mesmo após as primeiras prisões. Karen é suspeita de repassar orientações e alinhar estratégias do esquema durante comunicações com o marido enquanto ele estava na Delegacia de Homicídios (DIH), em Goiânia.
A defesa sustentou que a investigada é ré primária, possui residência fixa e enfrenta problemas de saúde, como depressão e ansiedade. Além disso, os advogados questionaram a validade de provas digitais colhidas durante a operação.
O processo segue em segredo de justiça e a Operação Regra Três continua apurando desdobramentos de corrupção e falsificação de documentos envolvendo recursos públicos da educação goiana.

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