Idoso acusado de matar mulher finge estar debilitado para não ser julgado
Réu acusado de matar a ex-companheira em Formosa entrou no prédio caminhando normalmente pouco antes.

Imagens do circuito interno do fórum mostram que o réu acusado de matar a ex-companheira em Formosa entrou no prédio caminhando normalmente pouco antes do início do julgamento. No entanto, minutos depois, ao acessar o plenário do Tribunal do Júri, ele apareceu sendo amparado por outra pessoa e aparentando extrema fragilidade física diante dos jurados.
O caso veio à tona durante o julgamento realizado em agosto do ano passado. O homem, de 68 anos, é acusado de matar a ex-companheira, Marli Lino da Silva Meireles, com um tiro na cabeça em 2019. Segundo a acusação, ele também tentou matar Ivonete Correia Pedrosa Bezerra, que ficou ferida ao tentar fugir.
De acordo com a denúncia, o réu foi até o local onde Marli estava sob o pretexto de pedir água para o carro. Durante a conversa, tentou reatar o relacionamento. Após a recusa, teria dito que, se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém. Em seguida, houve uma luta corporal e a mulher foi atingida por um disparo na cabeça. Ivonete tentou fugir, caiu e fraturou o joelho. O acusado ainda tentou atirar contra ela, mas a arma falhou.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça estranhou a forma como o réu entrou no plenário, quase sem conseguir caminhar e apoiado por outra pessoa. A suspeita levou o Ministério Público a buscar as imagens do sistema de monitoramento do fórum, que mostrariam o homem chegando ao prédio andando normalmente e sem qualquer tipo de ajuda.
Na ocasião, o réu foi condenado pelos jurados a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de feminicídio e lesão corporal grave. A defesa, no entanto, recorreu da decisão.
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás anulou o julgamento ao entender que houve irregularidade processual. Segundo a decisão, as imagens do sistema de monitoramento foram apresentadas durante a sessão sem que a defesa tivesse tido acesso prévio ao material, o que comprometeria o direito de contraditório.
Com a anulação, o processo deverá voltar à fase de julgamento pelo Tribunal do Júri.
Em nota, a defesa afirmou que o acusado é idoso, está em tratamento contra câncer e que poderia ter apresentado mal-estar no momento em que entrou na sala de julgamento, em razão da pressão emocional e do estado de saúde. Os advogados também disseram que o auxílio prestado ocorreu por motivos humanitários e negaram qualquer tentativa de encenação.
O caso segue em tramitação na Justiça, e o réu responde ao processo em liberdade até a realização de um novo julgamento.

Justiça obriga delegado a apagar vídeo que critica juiz por soltar membro do PCC
Decisão ocorreu nesta segunda-feira (17) e revoltou Humberto Teófilo, que gravou um desabafo ao Fórum

MPGO denuncia casal após pai engravidar a própria filha e mãe se calar em Rio Verde
A denúncia foi formalmente recebida pela Justiça. Segundo as apurações, o pai abusava sexualmente da vítima desde que ela tinha 7 anos de idade.











