Justiça condena diretor por gordofobia e assédio contra professora em Goiás; veja vídeo
A pena estabelecida foi de 10 meses de prisão, convertida em medidas restritivas de direitos. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou o diretor do Centro de Ensino em Período Integral Dom Abel, Wanderson Barbosa de Souza, pelo crime de violência psicológica contra uma professora da unidade, em Goiânia. Em depoimento, a professora Priscilla Almeida contou que após uma série de ataques, ela tentou tirar a própria vida.
A decisão tem como base denúncias de comportamentos considerados ofensivos e humilhantes, incluindo comentários de cunho gordofóbico — como o uso de apelidos pejorativos — e a exposição da docente a situações constrangedoras dentro do ambiente escolar.
A pena estabelecida foi de 10 meses de prisão, convertida em medidas restritivas de direitos. Além disso, o diretor deverá pagar o equivalente a um salário mínimo a uma instituição filantrópica.
"Foram inúmeras coisas que ele fez. Era gordinha pra cá, gordinha pra lá. Mas o almoço da coordenadora foi onde ele mais me constrangeu. Ele jogou o osso no meu prato, minha comida caiu e outro coordenador foi enxugar minhas lágrimas atrás da escola", contou Priscilla a págino João Coelho.
Relatos dos crimes
O caso reúne episódios ocorridos ao longo de cinco anos, entre 2018 e 2023. Conforme consta no processo, a professora foi submetida a condutas reiteradas que afetaram sua dignidade, com impactos diretos em sua saúde emocional e desempenho profissional.
Na sentença, a Justiça entendeu que as atitudes do gestor extrapolaram os limites da relação hierárquica, configurando violência psicológica e dano à vítima.
A professora Priscilla Almeida, que lecionava na escola, relatou ter sido alvo de perseguições, assédio moral e gordofobia durante esse período. A denúncia apresentada por ela resultou na condenação do diretor pela 5ª Vara Criminal de Goiânia.
Em entrevista ao jornal O Popular, Wanderson Barbosa de Souza negou as acusações. A defesa afirma que a decisão judicial se baseia em provas frágeis e informou que pretende recorrer.

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