Mãe e filho acusados de matar adolescente vão a júri popular em Anápolis; veja vídeo
As provocações evoluíram para ameaças e culminaram na marcação de uma briga no local, após o fim das aulas.

A Justiça de Goiás marcou para o dia 22 de abril de 2026 o julgamento, pelo Tribunal do Júri, de mãe e filho acusados de matar o adolescente Nicollas Lima Serafim e tentar assassinar outros dois em frente a uma escola estadual de Anápolis. Serão julgados Kaio Rodrigues Matos e Maria Renata das Mercês Rodrigues, denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, além de corrupção de menor. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal da comarca.
O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2024, em frente ao Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, no bairro Parque Calixtópolis. De acordo com as investigações, o caso teve origem em desentendimentos entre adolescentes, iniciados em redes sociais e intensificados após discussões envolvendo ciúmes e ofensas. As provocações evoluíram para ameaças e culminaram na marcação de uma briga no local, após o fim das aulas.
Ataque foi premeditado
Segundo o Ministério Público, mãe e filho teriam planejado o ataque. No dia do crime, eles foram até a escola acompanhados de um adolescente de 15 anos — filho de Maria Renata — levando uma faca e um martelo. Ainda conforme os autos, ao chegarem ao local, os acusados provocaram as vítimas e iniciaram uma confusão que evoluiu para agressões violentas.
Durante o ataque Nicollas Lima Serafim foi esfaqueado e morreu no local; Guilherme Sidney Soares da Costa foi atingido com golpes de faca e martelo, mas sobreviveu após ser socorrido; Pedro Henrique Rodrigues de Melo também foi ferido com uma facada no peito e resistiu após atendimento médico.
A acusação sustenta que as agressões foram realizadas de forma repentina, sem chance de defesa para as vítimas.
Participação da mãe
A investigação aponta que Maria Renata teve papel ativo no crime. Segundo o processo, ela teria articulado a ida ao local e transportado os envolvidos no carro, incentivado a agressão e utilizado um martelo contra as vítimas. Além disso, é acusada de corromper o filho adolescente ao induzi-lo a participar das ações criminosas.
Mãe e filho foram presos em flagrante logo após o crime, quando foram localizados em casa com os objetos utilizados nas agressões. A prisão foi convertida em preventiva e mantida pela Justiça. A defesa pediu a anulação da denúncia e a revogação da prisão, mas os pedidos foram negados.
A decisão de levar os réus a júri popular foi confirmada e já não cabe mais recurso nessa fase. Com a decisão de pronúncia consolidada, o caso será julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre crimes dolosos contra a vida.
Na sessão, jurados irão analisar as provas e decidir se os acusados são culpados ou inocentes pelas acusações de homicídio consumado e tentativas de homicídio.

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