Pista sob rede de alta tensão vira alvo do MP por "risco de morte" em Itumbiara; veja vídeo
Ainda conforme a investigação, a concessionária enviou ao menos quatro notificações à prefeitura entre dezembro de 2023 e maio de 2024, alertando para o perigo.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Itumbiara e a Equatorial Goiás Distribuidora de Energia por causa do risco de morte por eletrocussão em uma pista de caminhada construída sob linhas de energia de alta tensão.
A ação, proposta pela 8ª Promotoria de Justiça, aponta que a pista foi construída na Avenida Celso Maeda, dentro da faixa de servidão de linhas de distribuição energizadas desde 1959, o que é proibido por normas de segurança.
Segundo o promotor Pedro Henrique Silva Barbosa, o município implantou a pista diretamente sob os cabos de duas linhas de 69 kV, que possuem faixa de segurança de 12 metros.
De acordo com o MP, o local não pode ser usado para circulação ou permanência de pessoas, justamente pelo risco de acidentes graves, inclusive com possibilidade de morte.
A irregularidade também foi confirmada por órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Energia Elétrica e a Agência Goiana de Regulação, que apontaram falhas no cumprimento das normas técnicas.
Alertas ignorados
Ainda conforme a investigação, a concessionária enviou ao menos quatro notificações à prefeitura entre dezembro de 2023 e maio de 2024, alertando para o perigo.
Mesmo assim, o município manteve a obra e liberou o espaço para uso da população, alegando melhoria na mobilidade urbana e incentivo ao lazer.
Já a Equatorial, segundo o MP, se limitou a avisos formais e não tomou medidas mais rígidas, como interditar ou isolar a área.
Pedido urgente
Diante da situação, o Ministério Público pede que a Justiça determine, em até cinco dias, a interdição das áreas de risco, com instalação de barreiras físicas e sinalização clara. Em caso de descumprimento, pode ser aplicada multa diária de pelo menos R$ 1 mil.
Além disso, o MP solicita que os responsáveis sejam obrigados a apresentar um plano técnico para regularizar a área, adequar o local às normas de segurança e pagar indenização por danos morais coletivos.
Segundo o órgão, a população foi exposta de forma contínua a um risco grave e inaceitável.
Nota da Equatorial
"A Equatorial Goiás informa que, até o momento, não foi formalmente citada no processo mencionado.
A companhia esclarece que acompanha de forma sistemática a tramitação de demandas judiciais relacionadas às suas atividades, manifestando-se oportunamente nos autos, sempre em estrita observância ao devido processo legal e às determinações do Poder Judiciário.
A concessionária reforça que mantém atuação contínua na melhoria de seus processos operacionais e de atendimento, bem como na expansão, modernização e manutenção da rede elétrica em todo o estado, em conformidade com as normas e regulamentações do setor elétrico.
A empresa reafirma seu compromisso com a qualidade e a continuidade do fornecimento de energia, a segurança da população e o pleno cumprimento das obrigações legais e regulatórias".

Justiça obriga delegado a apagar vídeo que critica juiz por soltar membro do PCC
Decisão ocorreu nesta segunda-feira (17) e revoltou Humberto Teófilo, que gravou um desabafo ao Fórum

MPGO denuncia casal após pai engravidar a própria filha e mãe se calar em Rio Verde
A denúncia foi formalmente recebida pela Justiça. Segundo as apurações, o pai abusava sexualmente da vítima desde que ela tinha 7 anos de idade.














