PMs que simularam troca de tiros para matar jovens são condenados pela Justiça
TJ rejeitou pedido de anulação e quase dobrou a pena de cinco militares; laudos desmentiram versão

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) decidiu aumentar a pena imposta a cinco policiais militares condenados pela morte de três jovens no Jardim das Aroeiras, região Leste de Goiânia. A condenação, que era de sete anos, foi elevada para treze anos de reclusão em regime fechado após o julgamento de um recurso de apelação.
O crime ocorreu em março de 2019. Os policiais George Gomes de Souza, Pablo Andrade Corrêa, Paulo Henrique Borges, Ricardo Martins Vinhadelli e Willian Kennedy Palmieri Capucho Leão — na época lotados no Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (GIRO) — foram condenados pelas mortes de:
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Pedro Henrique Souza Santos (morto dentro de casa);
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Walisson Barros dos Santos (alvejado ao tentar fugir);
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Maycon Ferreira Conceição da Silva (alvejado ao tentar fugir).
De acordo com os autos, os militares invadiram uma residência em busca de um veículo supostamente roubado. Embora a equipe tenha alegado legítima defesa em um suposto confronto, o trabalho da perícia foi determinante para a condenação. Os laudos técnicos apontaram que:
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Armas teriam sido plantadas na cena do crime;
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Não havia impressões digitais das vítimas no carro suspeito;
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A dinâmica dos disparos contradizia o relato dos policiais.
A defesa dos militares tentou anular o julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em abril de 2025. No entanto, o TJGO não apenas manteve a culpabilidade dos réus, como acatou o entendimento de que a gravidade dos fatos exigia uma punição mais severa. Com a decisão, os cinco policiais seguem condenados por homicídio, com o agravante da fraude processual na tentativa de simular o confronto.

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