Advogados goianos fraudam ações judiciais e dão golpe de meio milhão em idosos
Segundo a investigação, os acusados fraudaram ações judiciais contra uma idosa já falecida há seis anos e contra um idoso que tem 110 anos, além de pelo menos outras 14 vítimas

Dois advogados, nome não divulgados, foram presos na madrugada desta quinta-feira (16), em operação deflagrada pela Polícia Civil, acusados de fraudes em ações judiciais contra idosos. Ao todo, a Polícia Civil cumpriu 11 mandados de prisão dividos nas cidades de Anápolis, Goiânia e Redenção (PA). A Justiça de Goiás autorizou bloqueio de R$ 1,3 milhão em contas de 11 investigados.
Segundo a investigação, os acusados fraudaram ações judiciais contra uma idosa já falecida há seis anos e contra um idoso que tem 110 anos, além de pelo menos outras 14 vítimas. Os advogados protocolaram 43 ações judiciais para executar notas promissórias falsas no Tribunal de Justiça de Goiás e cobrar judicialmente das vítimas.
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A investigação aponta que os advogados criavam notas promissórias falsas, colocava um idoso como devedor e um comparsa como credor, após isso, ajuizavam ação de execução de título extrajudicial contra as vítimas e pediam os bloqueios de valores nas contas delas.
“O grupo sempre procurava vítimas idosas de idade avançada, especialmente para que não procurassem autoridades para reclamar sobre o dinheiro perdido”, cita o documento da decisão.
Com a ação criminosa, os acusados extraíram das vítimas aproximadamente R$ 500 mil. Eles informavam dados errados das vítimas, e com isso, elas não eram citadas e acabavam não sabendo do processo. Logo após, solicitavam o levantamento dos valores via alvará judicial e concluíam o golpe.
Caso segue em investigação.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), se posicionou sobre o caso. Confira:
“A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), disse em nota que a subseção de Anápolis foi comunicada formalmente sobre o cumprimento de mandados judiciais contra advogados.
A partir disso, a Comissão de Direito e Prerrogativas (CDP) local acompanhou a operação, que ocorreu dentro da normalidade. A OAB informou que vai continuar acompanhando o caso e adotar as providências cabíveis de acordo com o Estatuto da Advocacia.
A OAB tem por regra acompanhar toda ocorrência envolvendo seus inscritos, tanto para resguardo de suas prerrogativas como para fiscalização dos deveres funcionais”.

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