Bando movimenta R$ 260 milhões com "Tigrinho" e “Mulherzona” é preso em Goiânia; veja vídeo
Investigação aponta que grupo de influenciadores usava redes sociais para atrair vítimas e movimentou milhões em esquema ligado a jogos ilegais

O influenciador digital Gildasio Cardoso, conhecido nas redes sociais como “Mulherzona”, que mora em Goiânia, foi preso suspeito de integrar um esquema milionário de divulgação de jogos ilegais. Segundo a polícia, o grupo do qual ele fazia parte movimentou cerca de R$ 260 milhões em apenas dois anos, prometendo lucros fáceis que nunca se concretizavam para as vítimas.
A investigação começou em Roraima e levou cerca de um ano e meio até identificar um grupo formado por oito influenciadores digitais. Entre eles está Gildasio Cardoso, conhecido nas redes sociais como “Mulherzona”, que acumula cerca de 29 mil seguidores.
De acordo com o delegado Eduardo Patrício, o grupo apresentava um padrão de vida incompatível com a renda declarada. “A movimentação financeira era totalmente incompatível. Eles adquiriram imóveis, veículos de luxo e bens de alto padrão”, afirmou.
A polícia aponta que os influenciadores usavam sua popularidade para atrair seguidores para plataformas de apostas ilegais, como o chamado “jogo do Tigrinho”. A promessa era de ganhos rápidos e fáceis — algo que, segundo as investigações, não se confirmava na prática.
Com isso, além de lavagem de dinheiro, o grupo também é investigado por crimes contra o consumidor. As autoridades afirmam que seguidores eram induzidos ao erro e acabavam acumulando prejuízos.
A prisão de Gildasio aconteceu em Goiânia, onde ele mora atualmente. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás, em apoio à operação conduzida em Roraima. O influenciador foi levado à Delegacia Estadual de Investigações (DEI), prestou depoimento e, em seguida, foi encaminhado ao Centro de Prisão Provisória (CPP).
Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam um dispositivo eletrônico na casa do investigado. O material passará por perícia e pode revelar a participação de outras pessoas no esquema.
Antes da prisão, Gildasio levava uma vida pública ativa. Produzia conteúdos de humor e estilo de vida e chegou a participar de entrevistas em eventos no estado de Goiás. Em março deste ano, inclusive, ele recebeu uma homenagem na Câmara Municipal de Goiânia, onde foi agraciado com um diploma de honra ao mérito.
O vereador Thialu Guiotti, responsável pela entrega da homenagem, afirmou que não tinha conhecimento das práticas investigadas. Segundo ele, a indicação foi feita por pessoas do próprio meio de influenciadores.
Até o momento, a defesa de Gildasio Cardoso não foi localizada.
As investigações continuam e a polícia não descarta novas prisões.
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