PM executa consultor financeiro em Aparecida durante briga por dívida e comissão; veja vídeo
Câmeras registraram momento em que Marcos Vinícius Silva saca a arma, atira contra Stanley Castro, de 24 anos, e foge

O primeiro-sargento da Polícia Militar, Marcos Vinícius Silva, foi preso suspeito de matar a tiros o consultor financeiro Stanley Castro, de 24 anos, em Aparecida de Goiânia. O crime aconteceu em 2024, mas o policial só foi localizado e detido nesta semana, em Senador Canedo. Segundo as investigações, a motivação do assassinato teria sido uma discussão envolvendo cobranças relacionadas a um empréstimo consignado.
O policial Marcos Vinícius Silva Oliveira foi preso nessa quinta-feira (07) e encaminhado ao presídio militar, em Goiânia. De acordo com a apuração da polícia, ele teria usado a arma da corporação para cometer o homicídio.
As investigações apontam que Marcos havia feito um empréstimo consignado no local onde Stanley trabalhava e vinha sendo cobrado pelo rapaz por causa de uma comissão ligada ao contrato. Após um desentendimento, o militar decidiu ir até a casa da vítima.
Câmeras de segurança registraram toda a ação. Nas imagens, Stanley aparece sentado na calçada quando o PM se aproxima. Os dois conversam rapidamente, por menos de um minuto. Em seguida, Marcos mostra a arma.
Ao perceber a ameaça, Stanley levanta os braços, se coloca de pé e bate no portão da residência tentando pedir ajuda. Logo depois, o policial dispara duas vezes contra o jovem e foge correndo do local.
Os pais de Stanley, que estavam na casa, saem desesperados após ouvirem os tiros e ainda tentam correr atrás do suspeito. O consultor financeiro foi atingido na cabeça e na mão direita. Ele morreu antes da chegada do socorro.
Nas redes sociais, Stanley se apresentava como pai solo e divulgava conteúdos relacionados ao mercado financeiro e ao trabalho com crédito consignado.
Marcos Vinícius entrou para a Polícia Militar em novembro de 1996 e atualmente ocupava a patente de primeiro-sargento. A prisão aconteceu mais de dois anos após o crime.
Em nota, a Polícia Militar informou que a corregedoria acompanhou o cumprimento do mandado de prisão temporária e segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e cumprir as determinações judiciais.
A corporação afirmou ainda que mantém “compromisso com a ética, a moralidade e o cumprimento das leis” e ressaltou que não admite desvios de conduta por parte de seus integrantes.

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