Preso mandou matar servidor porque cadeia endureceu regras; motorista recebeu R$ 4 mil
Alex e Ronan, que participaram do crime como executores de Elias e Ana Paula, foram presos na última quinta ao voltar do Rio de Janeiro para Goiás

Um detento da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia, foi identificado como o mandante do homicídio do agente penitenciário Elias de Souza Silva, 38 anos, e da esposa dele, Ana Paula Silva Dutra, 32. O caso aconteceu às 8h45 de 18 de fevereiro, momento em que Elias saia do plantão.
Segundo o mandante do crime, Bruno da Conceição Pinheiro, conhecido como Urso, o motivo foi o endurecimento das regras dentro da penitenciária. A determinação era atirar em qualquer policial penal que saísse do complexo. No dia, Elias foi o primeiro a sair. Ana Paula, que havia ido buscar o marido, foi baleada junto a ele dentro de um Renault Sandero, a poucos metros do Complexo Prisional, em uma emboscada.
Arquivo pessoal
Agente penitenciário Elias de Souza Silva, de 38 anos, foi assassinado a tiros ao sair do plantão
Após o crime, outras cinco pessoas, que se envolveram no crime como executores, fugiram para o Rio de Janeiro. O grupo contratou um motorista de aplicativo para levá-los ao estado. Por duas viagens, o motorista conseguiu R$ 4 mil, livre de despesas.
Já no Rio de Janeiro, o grupo permaneceu escondido em uma favela sob a proteção de membros de uma facção criminosa. Passado alguns meses, dois participantes retornaram a Goiás. Ronan Lima Martins, conhecido como Bigode, e Alex de Souza Rodrigues foram presos na última quinta-feira (8), pela Polícia Civil. Os dois confessaram o crime e detalharam o planejamento da ação e a execução das vítimas.
Agora, as investigações visam a prisão dos outros dois executores, que já foram identificados pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), e do quinto participante, até então não identificado. Segundo informações, eles ainda estariam escondidos no Rio de Janeiro.

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