A reviravolta na política do Rio após decisão de Fux sobre eleição indireta para governador

A decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, provoca uma reviravolta na política do Rio de Janeiro. O STF suspendeu trechos de uma nova lei que estabelecia regras para a eleição indireta de governador e vice. A legislação, aprovada na Alerj e sancionada por Cláudio Castro (PL), permitia que candidatos se desincompatibilizassem em apenas 24 horas antes da votação.
Com a suspensão, a regra de desincompatibilização volta a ser a constitucional, que exige um prazo de seis meses. Essa mudança elimina as chances de diversos nomes cotados para a disputa. Entre eles estão Douglas Ruas (PL), Nicola Miccione (PL) e André Ceciliano (PT).
A decisão foi tomada após um pedido do PSD, partido do prefeito Eduardo Paes. A nova configuração do cenário político no estado impacta diretamente os planos de Cláudio Castro, que cogita renunciar ao cargo para concorrer ao Senado. Com a mudança, sua saída é iminente e o grupo político de Castro se reúne para discutir novos rumos.
A situação gera incertezas e provoca um rearranjo nas articulações políticas. Caciques da direita já afirmam não ter outro nome em mente além de Ruas para a disputa. A pressão aumenta à medida que o prazo para a desincompatibilização se aproxima.
O jogo político no Rio de Janeiro se complica. A decisão de Fux não apenas altera as candidaturas, mas também afeta as estratégias dos partidos. O PL, por exemplo, precisa encontrar uma nova liderança para a corrida eleitoral.
A expectativa agora é sobre como os partidos vão se reorganizar diante dessa nova realidade. A pressão por definições rápidas é alta, já que o tempo para a eleição indireta é curto e a situação política se torna cada vez mais dinâmica.

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