Accorsi é indicada para ministério da Segurança, mas manda recado; entenda
A deputada afirmou que não há, até o momento, qualquer convite oficial do governo federal

Indicada pelo Setorial Nacional de Segurança Pública do PT para uma eventual vaga no Ministério da Segurança Pública, a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) afirmou que não há, até o momento, qualquer convite oficial do governo federal. Segundo a parlamentar, sua prioridade segue sendo a articulação política em Goiás, com foco nas eleições de 2026.
Em nota, Accorsi disse ter se sentido honrada pela lembrança de seu nome, encaminhada ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, mas reforçou que permanece concentrada na organização de uma chapa progressista no estado. O objetivo, segundo ela, é trabalhar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo fortalecimento das bancadas proporcionais em Goiás.
“Por enquanto, não há nada oficializado. Sigo focada na organização da chapa progressista em Goiás para as eleições de 2026”, afirmou a deputada.
A indicação partiu do Setorial Nacional de Segurança Pública do PT, que enviou nesta semana uma carta a Edinho Silva sugerindo nomes para comandar o ministério. O documento, assinado na terça-feira (6) pelo coordenador nacional do setorial, Abdael Ambruster, cita, além de Adriana Accorsi, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro e Benedito Mariano, ex-ouvidor das Polícias de São Paulo e ex-secretário em gestões petistas.
De acordo com o setorial, o nome de Accorsi se destaca pela experiência direta na área de segurança pública. Delegada da Polícia Civil de Goiás há mais de 25 anos, ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de delegada-geral do estado. O documento também ressalta sua atuação no enfrentamento ao crime organizado e em pautas como o combate à violência contra mulheres, ao abuso de crianças e adolescentes e ao feminicídio.
Uma eventual nomeação de Adriana Accorsi para o ministério teria impacto direto em seu projeto político. Caso o convite seja formalizado pelo presidente Lula e aceito, a deputada teria de abrir mão da disputa pela reeleição à Câmara em 2026, já que a ocupação de um cargo ministerial costuma inviabilizar a condução simultânea de uma campanha proporcional.
O cenário exigiria, portanto, um redesenho da estratégia eleitoral do PT em Goiás, tanto na composição da chapa quanto na reorganização do protagonismo interno do partido para o próximo pleito.

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