Após bombardeios, fronteira do Brasil com a Venezuela é fechada e exército entra em alerta
Militares se posicionam na divisa; vice-presidente venezuelana exige "prova de vida" de Maduro

O impacto da operação militar dos Estados Unidos na Venezuela chegou com força à fronteira brasileira na manhã deste sábado (3). Em Pacaraima (RR), o acesso entre os dois países foi totalmente bloqueado. O fechamento ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que forças especiais capturaram Nicolás Maduro e sua esposa em uma operação aérea de grande escala.
Imagens capturadas logo cedo mostram viaturas e militares da 1ª Brigada de Infantaria de Selva posicionados estrategicamente no marco das bandeiras. Cones e barreiras impedem a passagem de veículos e pessoas. A Polícia Federal confirmou uma queda drástica no fluxo migratório e informou que a ordem de fechamento partiu do lado venezuelano, logo após o início dos ataques.
Enquanto o silêncio reina na fronteira, a capital venezuelana viveu uma madrugada de caos. Pelo menos sete explosões sacudiram Caracas em menos de 30 minutos, deixando bairros inteiros sem energia. Moradores relataram aviões caça voando baixo e colunas de fumaça saindo de bases militares. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência e desafiou o governo americano a apresentar uma prova de que Maduro está vivo.
Porta de entrada para milhares de refugiados desde 2015, Roraima agora monitora o risco de uma nova crise humanitária ou militar. Além do bloqueio para migrantes, o fechamento da fronteira interrompe o comércio e o turismo na região da Gran Sabana. O governo estadual afirmou estar em contato permanente com o governo federal para garantir que a instabilidade no país vizinho não transborde para o solo brasileiro.

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