Carlos Bolsonaro diz ter gabinete ao lado de viúva de Marielle o que o inocenta; assista
Em live com o pai, Jair, e os irmãos, Flávio e Eduardo, Carlos ainda usou uma desculpa estapafúrdia para tentar afastar quaisquer envolvimentos do clã com o assassinato da vereadora.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou neste domingo (28) que não tinha nenhum problema com a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março de 2018, e que a imprensa distorceu a sua relação com ela. Vídeo no final da reportagem
Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, ao lado do pai e dos irmãos Eduardo e Flávio, Carlos disse que sempre tratou Marielle de forma cordial e que a única vez que teve uma discussão na Câmara do Rio foi com um assessor dela, que o chamou de fascista.
Carlos também tentou se defender das suspeitas de que teria algum envolvimento com o crime, alegando que a ex-esposa de Marielle, Mônica Benício, ocupa um gabinete ao lado do seu na Câmara. Segundo ele, isso seria uma prova de que ele e sua família não fizeram “nenhuma maldade” com a vereadora.
A declaração de Carlos ocorre em meio às investigações sobre o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, que completam seis anos neste ano.
A família Bolsonaro tem sido alvo de diversas especulações sobre o caso, principalmente depois que foi revelado que um dos acusados de executar o crime, o ex-policial militar Ronnie Lessa, morava no mesmo condomínio que o presidente, na Barra da Tijuca.
Carlos também foi citado em depoimentos de testemunhas que relataram uma discussão dele com Marielle em 2017, na Câmara do Rio.
Uma das testemunhas foi Fernanda Chaves, que era assessora de Marielle e estava com ela no carro no dia do crime, mas sobreviveu.
Segundo Fernanda, Carlos teria se exaltado com Marielle após ela criticar a intervenção federal na segurança pública do Rio, em uma entrevista à imprensa. Carlos, por sua vez, nega que tenha discutido com a vereadora e diz que o desentendimento foi com um assessor dela, que o provocou.
Na transmissão deste domingo, Carlos disse que Marielle foi uma das pessoas que apartaram a discussão e que sempre teve uma relação “muito amistosa” com ela. Ele também criticou a imprensa por divulgar “de uma maneira extremamente suja” a sua relação com a vereadora.
Carlos ainda usou o argumento de que a ex-esposa de Marielle, que também é vereadora pelo PSOL, trabalha no gabinete ao lado do seu, como uma forma de se inocentar das acusações. Ele questionou se alguém de “bom senso” acreditaria que ele ou sua família teriam feito algo contra Marielle, se aceitassem essa situação.
A ex-esposa de Marielle, Mônica Benício, foi eleita vereadora em 2020, com mais de 22 mil votos, e assumiu o cargo em janeiro deste ano. Ela é uma das principais ativistas pela elucidação do caso Marielle e pela defesa dos direitos humanos.

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