Daniel Vilela confirma subsídio ao diesel em Goiás para travar aumento de preços
Estado adere a plano nacional para evitar impacto do conflito no Oriente Médio

Na primeira grande medida como governador em exercício, Daniel Vilela (MDB) anunciou nesta terça-feira (31) a adesão de Goiás ao plano emergencial de subsídio ao diesel. A medida visa blindar a economia goiana contra a disparada do petróleo no mercado internacional, pressionada pela guerra no Oriente Médio e instabilidades no Estreito de Ormuz.
O plano prevê um auxílio total de R$ 1,20 por litro para os importadores. Desse valor, R$ 0,60 será custeado pelo Governo Federal e os outros R$ 0,60 ficarão a cargo do Governo de Goiás. O objetivo é evitar que o reajuste chegue às bombas e, consequentemente, ao frete e ao preço dos alimentos.
"O diesel é essencial para o transporte rodoviário. Qualquer reajuste chega direto ao consumidor e é isso que queremos evitar", afirmou Daniel Vilela durante coletiva.
A Negociação com Brasília
O impacto para os cofres goianos é estimado em R$ 43 milhões por mês. Para não desequilibrar as contas, Vilela já iniciou conversas com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário do Tesouro, Rogério Ceron. A proposta de Goiás é que esse gasto seja abatido do valor que o estado paga mensalmente de sua dívida com a União, através do programa Propag.
A urgência da medida se dá pelo risco real de desabastecimento ou explosão de preços global, já que 20% da produção mundial de petróleo passa por rotas ameaçadas pelo conflito internacional. Além de Goiás, outros 17 estados, como Minas Gerais e Paraná, também aderiram ao subsídio.

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