Goiânia vai investir R$ 50 milhões com telemedicina para desafogar UPAs e ampliar atendimentos
Prefeitura prepara licitação de R$ 50,2 milhões para ampliar o atendimento por telemedicina e reduzir a sobrecarga nas UPAs, onde 75% dos casos registrados em 2025 eram de baixa e média gravidade

A Prefeitura de Goiânia pretende investir R$ 50,2 milhões na ampliação do atendimento por telemedicina como estratégia para diminuir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) prepara para esta semana o lançamento da licitação que vai contratar, por um período de um ano, uma empresa especializada para prestar o serviço de forma ininterrupta, 24 horas por dia.
A proposta da administração municipal é oferecer atendimento remoto diário para orientar pacientes e encaminhá-los de maneira mais adequada dentro da rede pública. Com isso, a expectativa é que as UPAs concentrem esforços nos casos de maior gravidade e urgência, reduzindo o tempo de espera e melhorando a eficiência do atendimento.
O investimento foi planejado após um levantamento realizado pela própria Secretaria Municipal de Saúde. Os dados mostram que, ao longo de 2025, as UPAs de Goiânia realizaram cerca de 820,5 mil atendimentos.
Desse total, aproximadamente 75% corresponderam a casos clínicos classificados como de baixa e média gravidade. Segundo a pasta, essas situações poderiam ter sido resolvidas em Centros de Saúde (CS) ou Unidades de Saúde da Família (USF), sem a necessidade de atendimento nas unidades de urgência.
Com a implantação do novo serviço de telemedicina, a prefeitura aposta em um modelo de triagem e orientação à distância para direcionar os pacientes ao local mais adequado, evitando a superlotação das UPAs e fortalecendo a atenção básica no município.

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