O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que o estado não dará espaço para a atuação de facções criminosas. A declaração foi feita após a morte de um homem apontado como integrante de uma organização criminosa durante uma ação policial em Aparecida de Goiânia.
Segundo as forças de segurança, Hitalo Flávio de Oliveira, de 27 anos, morreu na madrugada de domingo (8) após reagir a uma abordagem de equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar do Estado de Goiás, no setor Jardim Buriti Sereno. Ele é apontado como integrande do Comando Vermelho (CV), uma das organizações mais perigosas do Brasil.
Após o caso, Daniel Vilela destacou o trabalho das forças de segurança e afirmou que facções criminosas não terão espaço em Goiás. O vice-governador também recebeu em seu gabinete policiais que participaram da ação e parabenizou a atuação da equipe.
"O povo goiano tem o orgulho da nossa polícia. Nenhuma facção vai criar raiz em nosso estado. Aqui o crime não tem vez", disse Daniel.
Operação
De acordo com a polícia, os militares tentavam se aproximar do suspeito em frente à casa onde ele estava quando o homem teria atirado contra as equipes, iniciando um confronto. No revide, ele foi baleado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o óbito foi constatado ainda no local. Nenhum policial ficou ferido.
Durante buscas no imóvel, que segundo a polícia funcionava como uma base logística do grupo criminoso, os militares encontraram tabletes de maconha, porções de cocaína e uma balança de precisão. A pistola calibre .380 usada pelo suspeito foi apreendida pela Polícia Técnico-Científica de Goiás.
Ainda conforme a corporação, Hitalo era investigado por envolvimento com o tráfico de armas e drogas na região metropolitana e possuía passagens criminais por crimes como roubo e ameaça. A polícia também aponta que ele mantinha ligação com o Comando Vermelho.
Ostentação nas redes
Nas redes sociais, o suspeito costumava publicar fotos exibindo armas de grosso calibre e vídeos gravados em comunidades do Rio de Janeiro. Ele também foi identificado como o responsável por organizar um foguetório em Aparecida de Goiânia no ano passado em homenagem a integrantes da facção mortos durante uma operação policial no estado fluminense.