“Quem mamava na prefeitura agora reclama”, diz Mabel ao mostrar bezerro desmamado; vídeo
Segundo ele, a atual gestão está retirando privilégios e impedindo que recursos públicos sejam usados de forma indevida.

O prefeito Sandro Mabel (UB) publicou nesta segunda-feira (16) um vídeo nas redes sociais afirmando que pessoas que perderam benefícios e vantagens dentro da administração municipal estão “berrando”, comparando a situação a bezerros retirados da amamentação. Segundo ele, a atual gestão está retirando privilégios e impedindo que recursos públicos sejam usados de forma indevida. (veja o vídeo no final da reportagem)
"Tiramos uns bezerros beeeeeem grandes que estavam aproveitando da mamata, e estão aí, berrando até hoje!", disse o prefeito. A declaração ocorre em meio às medidas adotadas pela prefeitura para reduzir despesas e reorganizar a máquina pública.
Entre as ações já implementadas estão cortes de gratificações e benefícios considerados irregulares, revisão de pagamentos na Comurg, redução da folha da companhia e reestruturação financeira da empresa municipal de limpeza.
A administração também passou a adotar maior controle orçamentário e restringiu novas contratações em áreas com limite de gastos atingido. A gestão afirma que as mudanças buscam equilibrar as contas do município e melhorar o uso do dinheiro público, enquanto críticas surgiram após a publicação do vídeo nas redes sociais.
Além dessas ações, na última semana, a Prefeitura de Goiânia informou que estima ter economizado R$ 35,5 milhões entre abril e dezembro de 2025 após firmar parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para realizar as perícias médicas dos servidores municipais. No período, foram contabilizados 12.934 atendimentos periciais, com impacto direto na redução de despesas com licenças médicas.
Medidas de austeridade e controle de gastos
Desde o início do mandato, a Prefeitura tem adotado ações para equilibrar as contas e reduzir despesas:
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Implementou um plano de recuperação financeira da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), com aporte planejado de cerca de R$ 190 milhões para quitar dívidas e reestruturar a empresa.
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Reduziu a folha salarial da Comurg em mais de 27%, com desligamento de servidores e cortes de benefícios considerados indevidos.
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Suspendeu o pagamento de quinquênios com suspeita de irregularidades desde 2018, por meio de ação na Justiça, para corrigir distorções na folha.
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A Comurg anunciou redução de mais de R$ 6,6 milhões na folha salarial em janeiro de 2025, graças à extinção de cargos comissionados e gratificações.
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A Prefeitura também recusou pedidos de novas contratações em setores onde a folha está no limite, como ocorreu com a Educação.

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