Trump anuncia que EUA vão governar a Venezuela e quer petrolíferas americanas no país; vídeo
Presidente dos EUA confirma administração temporária após ataque em larga escala; Maduro será julgado

O cenário geopolítico da América do Sul sofreu uma reviravolta sem precedentes neste sábado (3). Após uma ofensiva militar que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos assumirão o governo temporário da Venezuela. Segundo o republicano, a administração americana permanecerá no comando até que uma "transição de poder justa" seja estabelecida, sinalizando uma ocupação civil e militar no país vizinho.
A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Maduro não será devolvido à Venezuela. Ele enfrentará um tribunal em Nova York, acusado de crimes de "narcoterrorismo". Enquanto o destino jurídico do ex-líder é traçado, Trump já definiu o destino econômico: o retorno das gigantes petrolíferas americanas para explorar as maiores reservas de óleo bruto do mundo. "Os EUA estarão fortemente envolvidos", garantiu o presidente, que não descartou manter o fornecimento para a China.
Reação do Brasil: Lula condena ataque
A ação americana gerou faíscas no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom e classificou a operação como uma "flagrante violação do direito internacional". O governo brasileiro, que compartilha uma fronteira de mais de 2 mil km com a Venezuela (atualmente fechada), teme a instabilidade regional e o impacto humanitário da intervenção armada.
Dentro da Venezuela, o clima é de caos e incerteza. O ministro da Defesa venezuelano afirmou que as forças locais "não serão derrotadas", mas a captura da cúpula do governo deixou um vácuo de poder. A vice-presidente Delcy Rodríguez, que permanece em território venezuelano, exige uma "prova de vida" de Maduro, enquanto fumaça ainda é vista em instalações militares atingidas por mísseis americanos em Caracas, Miranda e La Guaira.

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