Vereador denuncia "pressão do Paço" para fazer parlamentares trocarem de grupos e atrasar comissão
A Comissão Especial de Inquérito tem o objetivo de investigar supostas irregularidades na administração da Companhia de Urbanização de Goiânia

Vereadores da Câmara de Goiânia decidiram mudar de "blocos" dentro da Casa e atrasaram a composição da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que vai investigar "denúncias" contra a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O vereador Igor Franco (PRTB), líder do grupo partidário Vanguarda, até então bloco com maior grupo de partidos aliados, informou que a "readequação", feita por meio de "pressão" do Executivo, atrapalhou na formação sa Comissão, que estava toda definida.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo (Patriota), a Casa de Leis irá notificar os "novos" blocos ainda nesta terça para que e os líderes, em 48 horas, posam fazer a indicação dos nomes para a composição dos membros que formarão a CEI.
“O Paço Municipal naturalmente teve uma intervenção muito forte e fez a redistribuição dos vereadores para outros blocos. Tirou de um lugar, colocou em outro e mexeu em todas as recomposições que já estavam formadas. Agora é aguardar nova notificação de acordo com a proporcionalidade do regimento interno e cada qual vai fazer as suas indicações”, disse Igor franco ao G5 News.
O Vanguarda era composto por oito partidos, seria o único bloco a indicar dois membros para compor a CEI, mas houve a saída dos vereadores Anderson Sales (Solidariedade) e William Veloso (PL). Os parlamentares alegaram que a desistência de compor o grupo não tem relação com a pressão no Paço Municipal. Willian relatou que a decisão foi por entender ser o melhor nesse momento e Anderson ressaltou que por algumas divergências pessoais preferiu se retirar.
Leia mais
Partidos indicam nomes e líderes têm 48 horas para compor Comissão da Comurg
Comurg nega irregularidades; Cruz diz que denúncia de Policarpo é “interpretação”
Entenda o caso
O vereador Ronilson Reis (PMB), propositor da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Comurg, informou, na terça-feira (7), sobre notificação das bancadas para indicação de nomes que integrarão a comissão. A expectativa, segundo ele, é de que investigações tenham início já na próxima semana. Ronilson pretende presidir a CEI, porém entende que se trata de decisão dos demais membros.
“Conseguimos 23 assinaturas, o dobro do que era necessário para instalação da CEI. Trata-se de movimento legítimo e a Câmara é dona disso, não o vereador Ronilson”, disse. De acordo com ele, mesmo que a base tenha maioria na comissão, o papel dos membros será o de investigar irregularidades denunciadas, como atraso no pagamento de fornecedores, FGTS, INSS e IMAS.
O presidente da Câmara, vereador Romário Policarpo (Patriota), defendeu o trabalho da CEI. Para ele, tudo o que gera suspeita na administração pública deve ser investigado. Na Tribuna, a vereadora Aava Santiago (PSDB) criticou lançamento de edital, pela Prefeitura de Goiânia, destinado à contratação de empresa para prestação de serviços de coleta de lixo, coleta seletiva, remoção de entulhos, varrição mecanizada e serviços operacionais no aterro sanitário.
“Espero que seja coincidência o fato de o prefeito fazer essa licitação 48 horas após instalação da CEI da Comurg e que ele não tenha intenção de esvaziar a companhia, atrapalhando investigações", declarou.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Anselmo Pereira (MDB), buscou amenizar o clima entre colegas e o Paço, mas reconheceu encolhimento da base.
“É normal que haja divergência. Vereadores têm livre arbítrio”, disse.
Em entrevista à imprensa, na última quinta-feira (09), o líder do prefeito na Câmara, Anselmo Pereira (MDB), destacou que três blocos terão vereadores da base do prefeito e o que garante maioria na CEI.

Vanderlan e Gayer têm as maiores rejeições na disputa pelo Senado, aponta Paraná Pesquisas
Senador chega a 14,6% de rejeição, seguido pelo deputado federal, com 12,9%; líder nas intenções de voto, Gracinha Caiado aparece logo depois, com 11,5%

Gracinha lidera com folga corrida pelo Senado; Gayer em segundo e Vanderlan terceiro
Candidata do União Brasil chega a 41%, enquanto Gustavo Gayer marca 27,1% e Vanderlan Cardoso aparece com 21,4%












