Homem é condenado a mais de 23 anos por furto de arsenal em delegacia de Aruanã
O crime foi cometido em concurso de pessoas, com rompimento de obstáculo e durante a noite.

Victor Hugo Santos Silva foi condenado nesta quarta-feira (24) a 23 anos, 9 meses e 27 dias de prisão em regime fechado, além do pagamento de 106 dias-multa, pelo furto qualificado à Delegacia de Polícia Civil de Aruanã e por outros crimes relacionados ao porte e comércio ilegal de armas de fogo. A decisão atende denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).
O caso aconteceu em 5 de janeiro deste ano, quando criminosos invadiram a delegacia durante a madrugada e furtaram 23 armas de fogo de uso permitido e restrito, gerando grande repercussão e insegurança na cidade.
Segundo a investigação, os criminosos entraram no prédio escalando o muro que dá acesso ao cemitério, arrombaram janelas e o cofre onde o arsenal estava guardado. O crime foi cometido em concurso de pessoas, com rompimento de obstáculo e durante a noite.
O MPGO apontou que Victor Hugo atuou junto com Romário Rodrigues dos Santos, que morreu em confronto com a polícia. As apurações comprovaram que o réu ficou com parte das armas e chegou a comercializar algumas delas.
Provas e condenação
A sentença se baseou em um conjunto de provas robusto, que incluiu depoimentos de policiais, laudos periciais, testemunhos e a confissão extrajudicial do acusado. Ficou comprovado que ele tentou até oferecer uma das armas furtadas como forma de pagamento em uma negociação comercial, o que desmentiu a alegação da defesa de que teria agido sob coação.
Além do furto qualificado, Victor Hugo foi condenado por:
Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido (art. 14 da Lei 10.826/2003);
Posse ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 16 da Lei 10.826/2003);
Comércio ilegal de arma de fogo (art. 17, §1º da Lei 10.826/2003).
A Justiça reconheceu o concurso formal entre os crimes de posse e o concurso material com os demais delitos, aplicando as penas de forma cumulativa.
Durante as diligências, a polícia conseguiu recuperar a maior parte das armas, encontradas no veículo usado na fuga e na residência do acusado. Pela gravidade dos crimes e para garantir a ordem pública, ele não poderá recorrer em liberdade.

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