Juíza aponta que advogada usou Lei Maria da Penha para "vingar" de PM
Magistrada apontou perseguição e possível forja de provas no caso envolvendo o policial Lucas Bandeira

Uma decisão do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia impôs uma mudança drástica no caso que envolve a advogada Jordane Mota e seu ex-namorado, o policial militar Lucas Bandeira. A juíza Simone Monteiro não apenas anulou as restrições que pesavam contra o militar, como também acionou a Polícia Civil para apurar se a advogada cometeu o crime de denunciação caluniosa.
Conforme o entendimento da magistrada, Jordane teria utilizado a Lei Maria da Penha não como proteção, mas como uma ferramenta de represália após o término do namoro. A decisão destaca a falta de evidências concretas e o indício de que provas teriam sido fabricadas para incriminar o PM. O histórico do processo mostra que Bandeira chegou a ser preso e enfrentou um conselho de disciplina para expulsão da corporação devido às alegações que agora são postas em xeque.
Histórico de Vingança
Esta não é a primeira vez que a conduta da advogada levanta suspeitas no Judiciário. Em agosto deste ano, outra magistrada, Hanna Lídia, já havia alertado para o risco de o sistema judicial estar sendo usado como "objeto de vingança". Além disso, Jordane já acumula um indiciamento policial por ter vazado imagens íntimas de Lucas em grupos de mensagens, logo após o fim da relação — episódio que deu início a um escândalo nacional.
Contexto do Conflito
O embate entre os dois ganhou os holofotes no início de 2025, quando a advogada usou as redes sociais para expor supostas traições de Lucas. Para a juíza Simone Monteiro, o comportamento processual de Jordane revela um padrão insistente de perseguição contra o ex-companheiro. Com a queda das medidas protetivas, o policial retoma sua liberdade jurídica, enquanto a advogada passa a figurar no centro de um inquérito que pode resultar em graves sanções penais.

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