PF mira servidores da Agência Nacional de Mineração por "beneficiar" empresa de fachada
Entre os investigados, está um homem que atuou como advogado da mineradora beneficiada até o ano de 2022. Os acusados também foram afastados das funções públicas

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na terça-feira (28), a operação “Grand Canyon II” para cumprir nove mandados de busca e apreensão contra três servidores da Agência Nacional de Mineração. Ao todo, 40 policias federais estão no âmbito das investigações e os acusados são dos estados do Pará, Goiás e Distrito Federal.
Segundo a PF, "a investigação teve início a partir de notícia de crime apresentada por uma mineradora prejudicada pela atuação aparentemente ilegal dos servidores da ANM em processos minerários em benefício da sociedade empresarial investigada, que possui características de ser de fachada por não estar sediada nos endereços cadastrados, não possuir propriedade e não possuir vínculos empregatícios registrados”, relatou.
Na ocasião, a Agência Nacional de Mineração atendia interesses particulares de empresas mineradores em troca do recebimento de vantagens indevidas.
Entre os investigados, está um homem que atuou como advogado da mineradora beneficiada até o ano de 2022. Os acusados também foram afastados das funções públicas em decorrência da suposta prática dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e advocacia administrativa.

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