Vila Nova na mira do PCC: empresa investigada tenta comprar clube goiano por meio bilhão
Reag Investimentos, maior gestora independente do país, foi alvo de operação da Polícia Federal por supostamente lavar dinheiro para o PCC

A empresa Reag Investimentos, maior gestora independente do país e alvo de operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC, colocou uma proposta bilionária na mesa do time goiano Vila Nova: R$ 500 milhões para assumir 90% da SAF colorada. O pacote prevê quitar R$ 150 milhões em dívidas, modernizar o estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) e investir pesado no futebol profissional e de base.
No papel, parece a solução para uma década marcada por crises financeiras. Mas, na prática, soa como ameaça. A Reag coleciona problemas de governança — adiou balanços, atrasou auditorias, virou alvo de desconfiança no mercado e agora está no centro de uma investigação que mira o braço financeiro do crime organizado no setor de combustíveis.
Vender o clube para empresa seria o mesmo que trocar a camisa vermelha por um estigma difícil de apagar.
O G5News apurou que a diretoria do Vila Nova não tem muita disposição de fazer negócios com a Reag, mesmo diante da promessa de dinheiro farto, mas a proposta é estudada devido à pressão externa.
A quem diga que “não se vende a história do clube para uma empresa atolada em suspeitas criminais”.
O Conselho Deliberativo ainda vai analisar a proposta, válida até 30 de setembro, mas o recado já foi dado: o dinheiro pode ser grande, mas o risco é maior.
O caso expõe o dilema das SAFs no futebol brasileiro. Endividados, os clubes são seduzidos por cifras que prometem alívio imediato, mas nem sempre vêm de fontes confiáveis. No Vila, o sentimento é de que entregar o comando do futebol a uma gestora que acorda com a Polícia Federal na porta não é futuro, é ruína.

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